Imagens sobre a Síria explicam as consequências do genocídio ocidental contra este país

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Imagens sobre a Síria explicam as consequências do genocídio ocidental contra este país

Resumen Latinoamericano/ 03 de setembro de 2015 – De que escapava o pequeno Aylan? Que faz com que milhares de pessoas fujam da Síria diariamente? Que aconteceu para que os países vizinhos – Líbano, Jordânia, Turquia… – sejam agora o refúgio de mais de quatro milhões de deslocados?

O que acontece é a Síria. O que acontece é a guerra. O que acontece é que lá se vive um conflito arraigado, que vai para seu quarto ano de morte, ao qual a comunidade internacional apenas prestou atenção, que se agigantou, empapando em sangue, fanatizando, sectarizando, até converter um belo e sábio país em um punhado de ruínas.

O que começou como um levante sem violência de setores opositores contra o governo de Bashar El Assad, no contexto das denominadas “primaveras árabes“, tornou-se uma guerra aberta. Assim, surgiram grupos armados mercenários a serviço da OTAN, como o Exército Livre da Síria e, mais tarde, apareceram células como Al Nusra (braço local do Al Qaeda) e, finalmente, o Estado Islâmico (EI), que converteram a Síria em um campo de batalha jihadista.

Hoje, o Daesh, como se chama no mundo árabe o EI, controla entre 40.000 e 90.000 quilômetros quadrados do país. A Síria está sendo arrasada, sua infraestrutura destruída, seus moradores deslocados às centenas, milhares, seu povo resistindo…

Estas imagens resumem o ocorrido na Síria nestes anos de odisseia.

MANU BRABO / AP/ GTRES
Uma menina inclina sua cabeça para fora da tenda de campanha no campo de Azaz, na Síria. Sua família tinha escapado dos choques entre tropas leais ao governo de Damasco e mercenários do ELS (Exército Livre da Síria).

REUTERS
Vista da sitiada cidade de Homs, em janeiro de 2014.

AFP
Três ônibus usados como escudo ante as bombas na cidade de Alepo, em março de 2015.

REUTERS
Um adolescente abraça sua pequena irmã, recuperada entre os escombros na cidade de Alepo, em fevereiro de 2014.

Um homem coloca o corpo de um bebê entre outros cadáveres, antes de um enterro coletivo em Ghouta, em bairro de Damasco, onde se suspeita que os mercenários tenham atacado com armas químicas no verão de 2013.

UNRWA
A ONU difundiu a imagen de Amira, uma pequena de dois meses de idade, resgatada de Yarmouk, que apenas pesava um quilo. Fora do cerco, pode se recuperar lentamente. Seus pais a chamam de “a menina da ofensiva”, engendrada e parida entre escombros. O casal conseguiu escapar, junto de seus três filhos, graças a uma minitrégua.

Batalhões do Estado Islâmico acampam pela cidade de Raqqa, um dos pontos essenciais controlados pelos jihadistas. A imagem é de junho deste ano. Os fundamentalistas impõem sua lei por onde vão, obrigando os civis a cumprirem suas ordens.

A cidade cristã de Maaloula foi tomada pelos rebeldes e, mais tarde, recuperada pelo governo. Em zonas onde o ISIS comanda, o sectarismo se faz patente com crimes especialmente dirigidos contra não sunitas.

Kobane era a cidade do pequeno Aylan e sua família, um território na fronteira da Turquia e Síria, com ampla presença de curdos – como eles –, onde os combates entre os residentes e o Estado Islâmico foram muito intensos, sobretudo no último ano e meio.,

 

 

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