25 de Outubro – O Dia da Democracia – Vladimir Herzog PRESENTE!

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Por Amilton Farias – Portal NFL

Em um período eleitoral onde um dos candidatos a presidência da republica venera um dos maiores torturadores da historia brasileira,  dizendo que a ditadura matou poucos, que tinha que ter matado uns 30 mil, declarando publicamente prisão e expulsão do país de seus opositores, caso ganhe a eleição.

Que tal lembrarmos o dia de Hoje e o episódio que originou o Dia da Democracia no Brasil!

O dia 25 começou triste, pois logo cedo a  imagem do falso suicídio do jornalista Vladimir Herzog foi divulgada pelos militares, forjando mais uma fakenews (usando a linguagem atual das redes sociais) como forma de esconder os diversos assassinatos e torturas praticadas durante o período de exceção que durou de 1964 e 1985.

Nascido em Osijek na Iugoslávia em 27 de junho de 1937 e se mudou para o Brasil com a família para fugir da perseguição aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial. Naturalizado brasileiro, mudou seu nome para Vladimir, formado em Filosofia pela Universidade de São Paulo,exerceu a atividade jornalística em diferentes veículos de imprensa e também no cinema.

Foi repórter  do jornal O Estado e S. Paulo,no cinema filmou no Rio de Janeiro o documentário “Marimbás” , primeiro filme brasileiro a utilizar som direto, na  produção do curta-metragem “Subterrâneos do Futebol” também esteve no início do roteiro do filme “Doramundo”. Em 1965 Vlado é contratado pela BBC de Londres Na Inglaterra, em 1972 de volta ao Brasil começa a trabalhar na TV Cultura.

Diretor do telejornal Hora da Notícia, Vladimir Herzog foi procurado por agentes da repressão em casa e no trabalho no dia 24 de outubro de 1975. ao termino dos trabalhos do dia 24 dois agentes o esperavam do lado de fora. Porém os amigos não permitiu que o levassem com promessa de comparecer na sede do DOI no dia seguinte. Dia 25 como combinado se apresentou, foi detido e assassinado.

A morte, em 1975, no DOI-CODI – Departamento de Operações de Informações e Centro de Operações de Defesa Interna,   se tornou um marco na luta pela defesa dos direitos humanos no Brasil, ao ponto do Estado brasileiro ser condenado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos – CIDH. O estado foi responsabilizado pela “falta de investigação, de julgamento e de punição dos responsáveis pela tortura e pelo assassinato do jornalista”.

Foi a primeira vez que a CIDH reconhece um assassinato cometido durante a ditadura do Brasil como um crime contra a humanidade. Outros países já tinham sido reconhecido em crimes semelhantes.

O assassinato de Vladimir Herzog causou uma comoção nacional, unindo diversos setores da sociedade e assim a primeira reação popular contra os excessos do regime militar. Na praça da Sé O Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns chamou a população e lideranças religiosas em um grande Ato Ecumênico. Nascendo nesse dia o “Dia da Democracia”. #DEMOCRACIASIM #ELENÃO

Amilton Farias
– Jornalista – Portal NFL
– Fundador do NewForLife Projeto
– Membro do CDHMP

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